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quarta-feira, 14 de março de 2012

O quinto elemento - parte III


Bom... Esse quinto elemento é uma das coisas que, infelizmente, não poderemos discutir aqui. Em primeiro lugar porque não tenho competência para isso, e em segundo lugar porque minha opinião não precisará ser igual à sua. De qualquer maneira, esse  "quinto elemento" é o que faz o jogo "dar certo".

Existe algo que transcende ao próprio jogo e às pessoas envolvidas, organiza o cenário e junta os arcanos, levando em conta fatores dos quais não temos consciência?  Ou o jogo é, tal como é, porque os nossos subconsciente e inconsciente sabem muito mais do que temos consciência de saber, e a carta tirada foi, na realidade, escolhida e não tirada ao acaso?? Será que utilizamos essa linguagem para nos comunicar com o outro, com os fatos, e com nós mesmos, numa dimensão muito mais profunda do que a nossa comunicação habitual pode chegar? Ou seja, em vez de palavras, muitas vezes insuficientes, usamos arcanos que trazem, em si mesmos, significados tão ricos, que elevam nossa percepção da experiência humana, muito além da percepção da nossa experiência singular? Uma linguagem capaz de falar ao nosso inconsciente coletivo, ou às nossas almas e trazer-nos suas impressões? Ou nada de jung e nada de transcendental... Apenas uma linguagem que será entendida de forma diferente por diferentes pessoas, mas que vai trazendo, à tona, revelações que apenas parecem novas, mas que estavam ali...História já sabida, mas ainda não organizada de forma clara?... Ou seja: Seria um tipo de conversa entre duas pessoas, suas capacidades de interação e interpretação, mais ou menos profundas, do simbólico, pouco diferindo de uma conversa com um bom amigo?... Ou tudo se explica pela atuação dos mestres espirituais (uma forma de transcendência), nos guiando para o "alargamento" de nossa percepção intuitiva?... Ou, quem sabe, pela existência, ou não, do fator tempo?... Ou pelos buracos de minhoca, realidades paralelas, ou pela tão citada física quântica???... Ou, ainda, pela combinação de mais de um fator? Ou...ou....E por aí vai... E, para mim, confesso, já é muito! rsrsrs

Minha interpretação, do fato do jogo ser revelador, é apenas minha. A conclusão, ou as várias conclusões, que se revezarão na sua forma de encarar "esse quinto elemento", serão suas e irão determinar o tipo de relação que você terá com esse instrumento...com essa maravilhosa penca de chaves: nosso Lenormand, também chamado Baralho Cigano!

Em tempo: Usei o termo "quinto elemento", que não é termo tradicional da cartomancia, apenas para facilitar ( para mim mesma) a comunicação do que eu pretendia dizer.

Essa foi uma introdução longa, e pouco usual, ao estudo e discussões sobre o Lenormand... Optei por ela, em vez de colocar aqui elementos históricos, por que esses podem ser pesquisados facilmente e, assim, não teríamos muito o que trocar em termos de nossas experiências pessoais. ;)



Que Santa Sara nos ajude a ver além das aparências!!!

terça-feira, 13 de março de 2012

Parte II


Imaginemos que você tem, em sua mão uma dessas pencas de chaves...todas parecem iguais quando olhadas pela extremidade pela qual as seguramos...mas, cada uma tem reentrâncias e saliências diferentes em sua outra extremidade, e servirá apenas à uma porta. Olhamos o verso das 36 cartas Lenormand e todas são absolutamente iguais, mas ao virá-las vamos ver que cada uma é única. E a combinação da primeira com a segunda, com a terceira, e por aí vai, escolhidas "ao acaso", vai nos levar, cada vez, por um caminho muito particular, a um local especial, que no entanto só pode ser compreendido quando tivermos a total consciência de cada local pelos quais passamos...Ou seja, depois de conhecer o que cada chave que utilizamos, nos mostrou.  Aí conheceremos o mais importante: não apenas aonde chegamos, mas como caminhamos. Não apenas a chegada, mas o caminho. E essa é toda a diferença entre os que decoram o significado das cartas, e os que vivem a experiência de cada uma delas.

Cada vez que abrimos um jogo, uma história se desenrola diante de nós. Com maiores ou menores detalhes, dependendo do número de cartas que utilizamos - apenas uma, ou as trinta e seis...Um jogo jamais será igual a outro. Por que? Porque as portas, que cada chave abre, pertencem  à construções, diferentes. E cada pessoa para qual faremos a leitura, é "essa construção diferente". Mas as chaves mudam? Não!!! Mudam as circunstâncias.
Ao utilizar uma chave o que vemos? Uma carta. Vemos a figura de uma carta, ou um arcano. Ao utilizarmos duas, veremos a dois arcanos e mais alguma coisa! É aí que está um dos segredos. Essa alguma coisa a mais, é a "conversa" ou interação de uma carta com a outra, que nos presenteia com uma outra imagem. Uma nova imagem, porque essa interação (dialética e não fixa), essa conversa, se dá num cenário específico - Esse cenário é a pergunta do jogo, seja ela simples ou complexa.

Como podemos imaginar, uma conversa entre duas pessoas, sobre os caminhos do amor, será diferente, de uma conversa, entre essas mesmas duas pessoas, sobre os rumos de seus assuntos profissionais. E será, também, diferente da conversa entre 3, 4 ou 5 pessoas sobre qualquer desses temas.

 Então temos: uma carta + outra carta ( se o jogo incluir apenas 1 carta, imaginemos que a conversa se dê no interior dessa mesma carta, entre seus possíveis significados) + o assunto + a conversa (dialética) entre elas + Um QUINTO ELEMENTO =Resposta





Mas há um quinto elemento??? Eu diria que no mínimo!